A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil deve mexer diretamente com o calendário escolar do próximo ano. Uma lei federal sancionada recentemente determina que as férias de inverno das redes pública e privada cubram todo o intervalo da competição, marcada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Porto Alegre está entre as cidades escolhidas para receber jogos do torneio.

A medida provocou reação entre famílias e escolas, já que o texto legal indica que o recesso deve abranger todo o período entre a abertura e o encerramento da Copa, e não apenas alguns dias dentro desse intervalo. Para cumprir os dias letivos obrigatórios, instituições calculam que seria necessário antecipar o início das aulas, possivelmente para meados de janeiro, o que aumenta a preocupação sobre a reorganização do ano escolar.

O tema deve voltar ao Judiciário, como ocorreu antes da Copa do Mundo de 2014, quando uma regra semelhante acabou afastada por decisão judicial. O Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) e outras entidades pretendem acionar a Justiça por meio da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep). A principal crítica é que a alteração foi aprovada sem discussão ampla, apesar do impacto direto na rotina das escolas, dos estudantes e das famílias.