O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) publicou a Portaria nº 18 na quarta-feira, 8 de julho, estabelecendo novas diretrizes para reforçar a proteção de animais em rodeios, festas campeiras e torneios de tiro de laço no Rio Grande do Sul. A regulamentação visa prevenir maus-tratos e padronizar procedimentos operacionais de acordo com a Lei de Crimes Ambientais. A partir de agora, os organizadores são obrigados a oferecer instalações adequadas e higienizadas em currais e bretes, além de garantir o fornecimento permanente de água potável, alimentação e transporte apropriado.

Outra exigência central do documento é a presença obrigatória de um médico-veterinário durante toda a programação, com autonomia técnica para vetar a participação de animais exaustos ou feridos. A portaria também traz proibições severas quanto aos equipamentos dos competidores, banindo o uso de esporas do tipo nazarena, aparelhos de choque elétrico, fechadores de boca que prejudiquem a respiração e laços que não sejam de couro tradicional, além de vetar qualquer ato de violência física dentro ou fora das arenas.

A fiscalização será exercida por participantes e juízes campeiros, e as irregularidades constatadas serão encaminhadas aos órgãos públicos competentes. As entidades tradicionalistas que descumprirem as novas regras estarão sujeitas a sanções rigorosas. As punições administrativas incluem desde a proibição de sediar rodeios na temporada seguinte até a perda definitiva do direito de realizar eventos campeiros em casos de reincidência.