A nova alta dos preços do petróleo nesta quinta-feira, 9 de julho, levou o Ministério da Fazenda a adiar a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. A avaliação sobre a retirada parcial ou total do desconto deve ocorrer na próxima semana.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção ainda nesta semana, mas recuou diante da escalada do preço do barril de petróleo, provocada pelo aumento das tensões no Oriente Médio.

“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, afirmou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

Segundo o ministro, o objetivo da subvenção é evitar que a alta dos preços globais dos combustíveis pressione o custo de vida no Brasil, impactando produtos e serviços.

“Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, acrescentou.

Durigan também afirmou que o cenário de incerteza internacional não altera os planos do governo federal para ampliar as misturas de etanol na gasolina e biodiesel no diesel. A chamada Lei do Combustível do Futuro estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, enquanto a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% em março de 2030.

Conforme o ministro, o governo não descarta propor percentuais ainda maiores. Para ele, a instabilidade reforça a importância da política brasileira de biocombustíveis.

Fonte: Agência Brasil