Brasil anuncia retomada de apoio a setores atingidos por tarifaço dos EUA e mira diversificação de mercados
Governo apresenta linha de crédito e medidas para escoamento de produtos, enquanto avalia aplicação da Lei de Reciprocidade diante das tarifas de 25% impostas pelo USTR
O governo federal anunciou a retomada do programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos e informou que as novas tarifas passarão a vigorar a partir de quarta-feira, 22 de julho. Setores como madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e açúcar devem receber linha de crédito para capital de giro, investimentos e apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países, conforme anúncio do MDIC.
Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior indicam que cerca de 2,4 mil empresas nacionais serão diretamente atingidas, correspondendo a cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA, num montante estimado de US$ 7,4 bilhões em comparação com 2024. No ano anterior, esse grupo de setores já havia respondido por US$ 5,5 bilhões nas exportações para o país norte-americano.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reiterou que a prática é injusta e anunciou que o governo estuda formas de aplicar a Lei da Reciprocidade para responder a ações unilaterais de outros países. O vice-presidente, Márcio Elias Rosa, destacou a necessidade de diversificar mercados, mantendo a comissão para reduzir a dependência das exportações aos EUA.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a decisão americana como interferência externa indevida e confirmou que o governo deverá oferecer linhas de crédito com montantes inferiores aos do ano passado, levando em consideração o maior número de exceções ao tariffário. A lista de itens isentos segue maior neste ciclo.
Entre as questões abordadas durante a coletiva, também foi reafirmada a posição de que o Pix não é motivaçao para o tarifaço. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou que o uso de pagamentos eletrônicos fortaleceu o mercado, enquanto o desmatamento e outros conceitos controversos foram tratados com críticas por autoridades ambientais.
Fontes: Ministério da Economia/MDIC, Secretaria de Comércio Exterior, e declaração de autoridades durante coletiva em Brasília.
Fonte: Agência Brasil
