O câncer de intestino deve registrar mais de 53 mil novos diagnósticos anuais no Brasil até 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer. Considerada a terceira neoplasia mais comum no país, a doença também esteve relacionada a mais de 24 mil mortes entre 1979 e 2024, conforme dados do Atlas da Mortalidade por Câncer. Apesar da incidência elevada, especialistas ressaltam que a descoberta precoce amplia as possibilidades de tratamento.

A principal estratégia de prevenção é a colonoscopia, recomendada a partir dos 45 anos, conforme avaliação médica. O exame permite identificar e retirar pólipos antes que evoluam para tumores, muitas vezes ainda sem causar sintomas. A periodicidade varia de acordo com o resultado inicial e o histórico familiar, enquanto sinais como sangue nas fezes, desconforto abdominal, perda de peso sem explicação e alterações no funcionamento intestinal precisam ser investigados.

Hábitos cotidianos também influenciam diretamente o risco da doença. A orientação é manter uma alimentação rica em fibras, reduzir gorduras, evitar o consumo frequente de carnes processadas e embutidos, praticar exercícios, não fumar, moderar o álcool e preservar um peso saudável. Desde 2015, a Organização Mundial da Saúde classifica produtos como salsicha, linguiça, bacon e presunto no grupo de substâncias com evidências suficientes de associação com o câncer.