Bloqueio anestésico interrompe crise prolongada de enxaqueca de Michelle Bolsonaro
Procedimento age sobre nervos ligados à dor e costuma ser utilizado quando medicamentos não conseguem controlar episódios persistentes
Michelle Bolsonaro recebeu alta no domingo, 2 de agosto, após ser internada para tratar uma crise de enxaqueca que já durava mais de dez dias. Segundo as informações divulgadas, a dor não havia melhorado com medicamentos por via oral, o que levou a equipe médica a realizar exames e adotar um bloqueio anestésico em nervos da região da cabeça para interromper o quadro.
A técnica consiste na aplicação de anestésico local em pontos estratégicos próximos aos nervos responsáveis pela transmissão da dor. Embora o efeito direto da anestesia dure apenas algumas horas, o procedimento pode interromper crises prolongadas e produzir alívio imediato ou em até dois dias. Os principais alvos costumam ser os nervos occipitais, na parte posterior da cabeça, além de estruturas localizadas na região da testa.
Apesar de ter sido realizado durante uma internação, o bloqueio geralmente pode ser feito em ambiente ambulatorial e também é usado de forma preventiva em pessoas com enxaqueca crônica. Conforme especialistas, trata-se de um procedimento considerado seguro quando executado corretamente, podendo causar apenas reações leves e passageiras, como pequena queda de pressão após a aplicação.
