Operação Lívia investiga rede suspeita de aliciar jovens para práticas violentas na internet
Ação cumpriu oito mandados em cinco estados e teve como alvos cinco adolescentes e um adulto
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou, nesta terça-feira, 4 de agosto, os resultados da Operação Lívia, realizada para investigar uma organização criminosa suspeita de atrair crianças e adolescentes para comunidades virtuais e submetê-los a coerção psicológica e práticas violentas.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública.
As investigações começaram após a morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida em Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande. Segundo as autoridades, a jovem teria sido coagida em ambiente virtual por integrantes do grupo investigado.
Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Entre os alvos estão cinco adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e um homem de 18 anos.
De acordo com as investigações, o suspeito de liderar o grupo é um adolescente de 14 anos apreendido no Rio de Janeiro. Outro investigado é um estudante seminarista de um mosteiro em Pernambuco.
A polícia também identificou indícios de que integrantes da rede utilizavam plataformas como Discord e Telegram para manter contato com as vítimas. Todo o material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação do grupo.
O Ministério da Justiça informou ainda que pretende solicitar investigação sobre possíveis falhas das plataformas digitais no cumprimento das regras de proteção de crianças e adolescentes previstas no ECA Digital, no Marco Civil da Internet e em outras normas de segurança no ambiente virtual.
Segundo o MJSP, outra possível vítima foi localizada durante as apurações, permitindo que familiares e responsáveis fossem alertados. As autoridades seguem verificando nomes de outras crianças e adolescentes que possam ter sido abordados pelo grupo.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reforçou a importância da supervisão dos responsáveis e do acompanhamento das atividades de crianças e adolescentes na internet.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública
