Cerca de 600 galos apreendidos em uma propriedade de Gramado serão encaminhados ao abate sanitário. Outros animais que ainda permanecem no local também deverão ser recolhidos, elevando para mais de 700 o número de aves com o mesmo destino. A decisão foi adotada após a fiscalização constatar que não havia documentação capaz de comprovar a procedência dos animais.

Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, a propriedade também não possuía cadastro no Sistema de Defesa Agropecuária do Estado. O órgão afirma que essas irregularidades impedem a verificação de possíveis exposições a doenças e dificultam o rastreamento de vínculos epidemiológicos. Por isso, foi determinada a eliminação sanitária das aves, com base na legislação estadual de defesa animal.

O criatório é investigado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento com rinhas. Os agentes afirmam ter reunido materiais, registros em redes sociais e mensagens que indicariam a comercialização e o uso dos galos em brigas. Ao todo, 1,5 mil aves foram localizadas em Gramado e Igrejinha, enquanto a defesa de um dos investigados contesta a medida e anuncia que pretende questionar judicialmente o envio dos animais para abate.