A formação de um ciclone extratropical intenso trará um cenário de tempo severo e elevado risco para o Sul do Brasil a partir de quinta-feira, 6 de agosto, alertou a Metsul Meteorologia. O fenômeno será impulsionado pelo forte contraste entre uma massa de ar quente e outra de ar frio, gerando uma linha de instabilidade que avançará rapidamente a partir do Uruguai e da Argentina. No Rio Grande do Sul, o sistema deve provocar tempestades com vendavais violentos de curta duração, afetando o Estado entre o meio da tarde de quinta-feira e o início de sexta-feira, 7 de agosto. Há grande potencial de danos e possibilidade de falta de luz em grande escala.

Na passagem da linha de instabilidade, as rajadas de vento podem variar de 70 km/h a 100 km/h na maioria das cidades gaúchas, podendo alcançar entre 100 km/h e 150 km/h nos pontos mais atingidos. As regiões Oeste, Centro e Sul apresentam maior risco para episódios destrutivos. Além das rajadas intensas, a MetSul Meteorologia não descarta fenômenos isolados de vento extremo, como microexplosões e tornados, além de chuva forte de curta duração, muitos raios e queda de granizo. A instabilidade também deve alcançar Santa Catarina, Paraná e o estado de São Paulo de forma mais isolada.

Após a travessia inicial da tempestade, uma segunda fase de perigo persistirá por várias horas devido à atuação do ciclone já formado no Oceano Atlântico. Na sexta-feira, 7 de agosto, o tempo continuará muito ventoso, especialmente nas Metades Sul e Leste do Rio Grande do Sul. O vento ciclônico constante poderá registrar rajadas frequentes entre 60 km/h e 90 km/h, superando 100 km/h no Litoral Sul. Embora o sistema atinja em mar aberto características próximas às de um ciclone bomba, a tendência é que os ventos em terra firme comecem a perder força no decorrer da tarde de sexta-feira.