Relembre o início da campanha de vacinação contra a covid-19, em Veranópolis
Neste dia 05 de agosto comemora-se o Dia Nacional da Saúde. Nesta data, a reportagem da Studio separou os momentos mais emocionantes, alegres e de esperança que ocorreram durante a campanha de vacinação contra a covid-19. O segundo registro é da felicidade registrada no início da aplicação.
Na tarde do dia 20 de janeiro, as primeiras doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas no município de Veranópolis. Foram sete pessoas imunizadas, concomitantemente, as quais representaram cada grupo prioritário de imunização.
Os sete veranenses que entraram para a história como os primeiros vacinados contra o vírus foram:
- Olívia Bassani, idosa de 72 anos, institucionalizada há cinco anos no Lar de Idosos São Francisco;
- Piero Motta Bonfada, 34 anos, médico da ESF São Francisco e Unidade Sentinela;
- Ademir Bussolotto, 54 anos, motorista da Secretaria da Saúde há 16 anos;
- Milena Kobelinski, 27 anos, auxiliar administrativo na Secretaria de Saúde há sete anos e nos últimos seis meses atuando na Unidade Sentinela;
- Luiza Caponi Girardi, 32 anos, enfermeira no Hospital São Peregrino Lazziozi há 11 anos;
- Marcia Nolasco Ervite, 42 anos, higienizadora no posto 1 do HCSPL;
- Luciane Bissani, 47 anos, técnica de enfermagem no Posto Central há 12 anos.
Sete enfermeiras e técnicas em enfermagem realizaram a aplicação das doses. Com muita emoção, o momento foi regado com as lágrimas dos profissionais, que há dez meses, estão à frente do combate da pandemia.
Conheça a história dos primeiros vacinados
Cada um desses veranenses possui uma história de vida e uma relação singular com a pandemia. Conheça um pouco mais sobre cada um dos imunizados:
Olívia Bassani, 72 anos
Olívia Bassani, de 72 anos, reside no Lar São Francisco. Uma senhora que sempre gostou de passear e visitar amigos, viu-se nesses últimos meses, “presa”. Com medo do vírus e por conta da necessidade de restrições, teve que ficar restrita a casa. Emocionada, ela relata como foi a vacinação. O imunizante é um ponto de esperança e de possibilidade da volta ao normal que se ascende no coração de Olívia, o qual mandará embora, aos poucos, a tão amarga saudade que permeou sua vida nos últimos 10 meses.
Piero Motta Bonfada, 34 anos
Piero Motta Bonfada, 34 anos, é médico. Com um nítido amor pela profissão, ele esteve à frente do combate a pandemia em Veranópolis. Trabalhando na Unidade Sentinela, que atende casos específicos, e desenvolvendo maneiras e ideias de aprimorar as medidas de segurança e controle do vírus, ele se tornou peça chave no ato de salvar vidas nesses últimos 10 meses.
Com lágrimas nos olhos, Piero afirma que a imunização é o começo do fim da pandemia e que, assim como relatou dona Olívia, a saudade de quem ama, parece estar cada dia mais perto de acabar.

Milena Kobelinski, 27 anos
Milena Kobelinski, 27 anos, trabalha no setor administrativo na Secretaria da Saúde há sete anos, mas nos últimos seis meses, esteve atuando na mesma área, mas na Unidade Sentinela. Com o papel central de cuidar da parte burocrática e atendimento direto com os pacientes no esclarecimento de dúvidas, esteve na linha de frente.
Apesar do grande desgaste, afirmou que o período foi de união entre os colegas e de observação da importância de seu trabalho. Crente no papel da ciência, acredita na importância da vacina e de sua ajuda à comunidade.

Luciane Bissani, 47 anos
Luciane Bissani, 47 anos, é técnica em enfermagem há quase duas décadas. Trabalhando no Posto de Saúde Central há 12 anos, afirma que os últimos 10 meses foram os mais desafiantes. Vendo de perto o que a doença pode causar nos indivíduos, pontua o grande esforço para salvar a todos que chegavam com o vírus.
Encarando a vacina como uma esperança, não deixa de lado, porém, a percepção da importância dos cuidados básicos. Afirmando que “a covid não é brincadeira” relata a necessidade de todos fazerem a sua parte.

Ademir Bussolotto, 54 anos
Ademir Bussolotto, 54 anos, é motorista da Secretaria da Saúde há 16 anos. Transportando pessoas que precisam de cuidados médicos para diversas cidades do RS ou dirigindo a ambulância do município, ajuda todo o dia a salvar vidas. Mesmo que na pandemia seu trabalho não tenha parado, uma rotina de cuidados mais assíduos precisou ser implementada. Agora, a vacina surge, para ele, como um alento e um aceno de volta à normalidade.

Luiza Caponi Girardi, 32 anos
Luiza Caponi Girardi, 32 anos, é enfermeira no Hospital São Peregrino Lazziozi há 11 anos. Nos últimos 10 meses de trabalho, porém, sua rotina já bastante agitada, tornou-se ainda mais intensa. Com a pandemia, ela atuou atendendo diretamente pacientes infectados ou suspeitos de covid-19, no posto 1 da casa de saúde.
Em julho, foi infectada pela doença, mas sentiu sintomas leves. Após essa experiência, seu contato que já era humanizado com os pacientes, se tornou muito mais empático. Afirmando que se colocava ainda mais no lugar dos enfermos e podia, por meio de sua vivência, dar um alento, o seu trabalho e sua vida se cruzaram e, com isso, teve forças e coragem para viver cada dia.
A vacina? Uma solução. Segunda ela, a população deve usar dos métodos disponíveis para cuidado, sejam eles a imunização ou a prática da etiqueta respiratória. Ambos são importantes.

Marcia Nolasco Ervite, 42 anos
Marcia Nolasco Ervite, 42 anos, é higienizadora no posto 1 do Hospital São Peregrino Lazziozi, local que atende diretamente casos covid-19. Atuando na linha de frente, bem como os demais profissionais, ela desempenhou um papel muito importante nos últimos dez meses. No dia da vacinação, a emoção nos seus olhos apontavam a importância daquele momento para ela.


