A Polícia Civil indiciou por lesão corporal seguida de morte o homem suspeito de agredir um jogador de futebol amador em Carlos Barbosa, na Serra do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu no dia 11 de dezembro de 2021, as informações são do Portal G1 RS.

O indivíduo, um jovem de 19 anos, responde pelo crime em liberdade. Conforme o delegado Marcelo Ferrugem, o procedimento foi enviado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público no dia 25 de janeiro.

“Ele responde em liberdade porque não ocorreu prisão em flagrante na ocasião. Entendi que não havia elementos suficientes para uma prisão preventiva”, explica o delegado.

O agressor teria dado um chute no peito de Geovani Biancho, de 42 anos, em um golpe conhecido como “voadora”. A vítima sofreu uma hemorragia intratorácica após ser atingido e morreu no Hospital São Roque, após ser socorrido por companheiros.

De acordo com o inquérito, a agressão ocorreu quando, em lance decorrentes da disputa de bola, houve uma falta que desatou na reação do indiciado.

Na época do ocorrido, um companheiro de Geovani disse ao g1 que o responsável pelo chute teria fugido do local após o ocorrido. Segundo Diego Torini, a agressão foi repentina. A vítima teria cometido uma falta, chegando a discutir com o adversário atingido. No entanto, o agressor seria um terceiro, sem relação com o lance.

“Quando o cara caiu, veio o outro correndo e dando uma voadora. Um terceiro, que não tinha nada a ver com o lance. Nós achamos até que ele iria separar, mas ele veio e deu uma voadora”, contou.

Perfil da vítima

Geovani deixou esposa e um filho de três anos. O velório e o enterro foram realizados no dia 12 de dezembro. O homem era de Barão, a 12 km de Carlos Barbosa, e dono de uma escolinha de futsal para crianças. O homem costumava participar de campeonatos de várzea como jogador e técnico de times da região.

“Era uma pessoa muito bem vista pela comunidade, a cidade ficou muito abalada. No sábado pela manhã, antes de morrer, ele realizou uma confraternização de fim de ano da escolinha com as famílias das crianças. Levou todo mundo para a casa dele, mesmo”, recordou Carlos Henrique Bourscheid, presidente da Liga Baronense de Futebol e secretário de Administração e do Meio Ambiente da cidade.

Uma semana após a morte, familiares e amigos de Geovani realizaram uma passeata pedindo a prisão do agressor. O grupo se reuniu em Barão, cidade de 6 mil habitantes.

“Fizemos essa manifestação para que os órgãos responsáveis voltem atrás e mantenham o agressor preso até o seu julgamento”, disse, na época, Fábio Hastenteufel, atleta amador e amigo da vítima.

Grupo caminhou por ruas de Barão, no RS — Foto: Otavio Lamb/Divulgação

Grupo caminhou por ruas de Barão, no RS — Foto: Otavio Lamb/Divulgação