A lei que criou um piso salarial da enfermagem e que foi aprovada pela Câmara e sancionada pelo presidente Bolsonaro, foi suspensa no domingo (4) Supremo Tribunal Federal (STF). Entidades que representam os trabalhadores falam que não se descarta a realização de uma greve, caso a situação não seja revertida, uma vez que os trabalhadores já esperavam o ganho em seus proventos para o contracheque relativo ao mês atual.

Uma das manifestações que está sendo articulada, deve ocorrer em Porto Alegre, na próxima sexta-feira, das 9h às 12h, em frente a Santa Casa. O ato deve reunir o Sindisaúde-RS, Sergs, entre outros movimentos, como forma de reivindicar a reversão da decisão.

O Conselho Federal e Conselhos Regionais de Enfermagem (Cofen/Coren) afirmaram em nota, que discordam da decisão do ministro Barroso. O órgão disse entender que ela “é discutível, por não haver qualquer indício mínimo de risco para o sistema de saúde”. Segundo a nota, “a decisão do Ministro atende a conveniência pura da classe empresarial, que não quer pagar valores justos aos serviços prestados pela Enfermagem”, e reforçou que tomará providências para reverter a decisão.

Já o Sergs, também em nota, manifestou “surpresa, desilusão e indignação quanto a essa manobra, que tenta colocar uma categoria que soma mais de 2,7 milhões de profissionais contra a população”. “Aqui no Estado, optamos em começar uma mobilização, porque entendemos que elas estão suficientes. Sabemos o quanto é difícil para a categoria parar. Acredito que os juízes do STF vão realmente avaliar o projeto e se manifestar corretamente em relação ao pedido. O ministro Barroso não se manifestou na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), e faltou a ele avaliar como este processo passou no Congresso”, afirmou a presidente do Sergs, Claudia Franco.

*Informações de Correio do Povo