Laudo é inconclusivo sobre a morte do homem encontrado em freezer, em Santa Catarina
Conforme informou a Polícia Civil, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a causa da morte de Valdemir Hoeckler, de 52 anos, encontrado dentro do freezer em sua casa na Linha São Brás, interior de Lacerdópolis, foi inconclusivo.
Ainda na terça-feira (29), foi concluído a oitiva de testemunhas do processo. Conforme o delegado Gilmar Bonamigo, em entrevista a Rádio Capinzal, as sete pessoas ouvidas não apresentaram novos fatos ao caso. Além disso, os médicos legistas não atestaram a causa da morte de Valdemir que foi assassinado pela esposa, Claudia Fernandes Tavares Hoeckler, de 40 anos.
Bonamigo confirmou que foi feita a coleta de material biológico e encaminhado para análise no Instituto Forense em Florianópolis. A intenção é saber se algum tipo de medicamento ou veneno tenha provocado o óbito.
O irmão mais velho disse que esteve na casa da vítima no dia 04 de novembro. Ao conversarem sobre o inventário dos bens do pai falecido, Valdemir teria mostrado parte dos R$ 250 mil que tinha guardado em casa. Sua intenção era comprar a parte dos irmãos.
O delegado apontou que se trata de uma informação isolada, sem elementos que comprovem, mas é uma linha de investigação. Caso provado que a esposa matou o marido para ficar com o dinheiro, desclassifica o crime de homicídio para latrocínio.
Relembre o caso
Valdemir foi dado como desaparecido na terça-feira, 15 de novembro. Claudia Tavares Hoeckler, chegou a registrar o desaparecimento do marido. Policiais militares, bombeiros de Capinzal e Joaçaba e equipes de outras cidades auxiliaram nas buscas durante cinco dias, inclusive, a operação contou com uso de drone e binômio (bombeiro e cão).
No sábado (19), após perícia da Polícia Civil na casa onde a vítima morava com a esposa, o corpo de Valdemir foi encontrado dentro de um freezer. No domingo (20), foi publicada uma entrevista de Claudia a um canal no Youtube, em que confessa que matou o marido, pois sofria violência doméstica e ocultou o cadáver no freezer.
Claudia se entregou à polícia na segunda-feira, dia 21. Ela disse que sofreu ameaças, agressões físicas e psicológicas durante 22 anos. Afirmou que o marido tinha proibido de participar do encontro com as colegas de trabalho e por conta das ameaças cometeu o crime.
No mesmo dia em que a suspeita se entregou, o juízo da Comarca de Capinzal decretou a prisão temporária. A juíza Flávia Carneiro de Paris também autorizou quebra do sigilo telefônico e o acesso aos dados da investigada.
Informações Rádio Capinzal
