Pai e filho sofrem queimaduras ao tentar salvar trator das chamas
O relógio marcava 1h30min da madrugada de quinta-feira, quando câmeras de segurança instaladas na Agroindústria Doces Bartz, em Linha Dona Josefa, foram acionadas por conta de um movimento. Ao fundo da imagem, era possível ver uma pequena fagulha de fogo, que minutos depois, se tornaria uma intensa e assustadora parede de chamas, as informações são do Portal Arauto.
Morando a cerca de 50 metros do galpão que estava sendo consumido pelo incêndio, o casal Ilgo Claudério Bartz e Angela Bartz, proprietários da Agroindústria Doces Bartz, foram apenas perceber o que estava ocorrendo do lado de fora por volta das 02h30min, após ouvirem do galpão. Um pouco mais distante, o filho Alexandre Bartz também ouvia os barulhos. Na hora, a claridade que vinha de sua janela o fez pensar que era de manhã e que o barulho fossem carroças passando pela estrada. Mas, a ideia caiu por terra quando ouviu um forte estrondo vindo da casa dos pais. Ao sair correndo, já encontrou Ilgo e Angela junto de vizinhos tentando conter as chamas. “Tínhamos um trator debaixo do galpão, carreta agrícola e outros equipamentos. No instinto de salvar o que podíamos, eu acabei queimando meus dedos e o pai todo lado direito do corpo, totalizando 20% do corpo com queimaduras de 2º e 3º grau”, revelou Alexandre.
O incidente
A origem do fogo ainda é uma incógnita, mas a família Bartz suspeita que o sinistro possa ter iniciado na caldeira utilizada para a fabricação de melado, abastecida com lenha, e que havia sido utilizada na noite do ocorrido. Ao todo, a família perdeu engradados, compressores de ar, pneus, um forno grande, além de outros utensílios e equipamentos que estavam no local.
Para a sorte da família, os itens de maior valia não foram atingidos fortemente pelas chamas, como a caldeira, a carroça e o trator da família, que poderiam causar um prejuízo estimado de até R$ 400 mil, caso fossem consumidos. Debaixo do galpão, o trator acabou sendo puxado para fora com uma camioneta. Nesse momento, tentando liberar o freio de mão do trator, Ilgo e o filho Alexandre sofreram as queimaduras, que levarão um tempo para cicatrizar. “O pai foi o que mais teve o corpo atingido. É algo que a gente não espera, mas temos de agradecer que não foi pior, poderíamos ter tido um prejuízo muito maior, sem contar a parte de saúde, que teremos de ficar um tempo cuidando até os ferimentos cicatrizarem”, explica o filho.
Para a mãe, Angela, o apoio dos vizinhos e a agilidade do Corpo de Bombeiros foram muito importantes para que as chamas não tomassem proporções ainda maiores. “Teve alguns vizinhos que vieram ajudar e os Bombeiros também logo chegaram para acabar com o fogo. Foi um susto muito grande, a gente estava dormindo e de repente, estávamos diante de uma cena dessas. Por sorte, ainda conseguimos tirar coisas importantes do galpão. Agora, é cuidar dos ferimentos e reconstruir tudo de novo”, conclui.
