A Polícia Civil indiciou um homem de 31 anos pelo crime de latrocínio, suspeito de causar a morte de Munike Fernandes Krischke ao arremessar uma pedra contra o carro em que ela estava, em Porto Alegre. O incidente ocorreu em 12 de junho de 2021. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público na segunda-feira (12), e a polícia solicitou a prisão preventiva do indiciado.

Segundo o delegado Eric Dutra, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Munike estava no banco do carona do veículo, dirigido por seu marido, quando o carro foi atingido por um paralelepípedo arremessado de cima da ponte do Guaíba. A pedra atravessou o para-brisa e atingiu Munike.

O delegado Dutra explica que a intenção do agressor era parar o veículo para posteriormente cometer o assalto. No entanto, o roubo não foi concretizado, pois o marido de Munike não parou o carro.

Durante a investigação, o suspeito, que residia próximo ao local onde a pedra foi arremessada, foi interrogado, mas negou envolvimento no incidente. Recentemente, uma testemunha reconheceu o suspeito por meio de uma fotografia e o apontou como responsável, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.

A mãe do homem, de 45 anos, também foi indiciada por coação, pois teria ameaçado a testemunha que ajudou a polícia a responsabilizar seu filho pelo crime. A testemunha chegou a enviar mensagens à polícia relatando que estava sob ameaça e não poderia depor, conforme relata o delegado Dutra.

Foto: arquivo pessoal

A família de Munike moveu uma ação contra a CCR Via Sul, concessionária responsável pela via, e a União, uma vez que a rodovia onde ocorreu o crime é federal. O processo está em fase de instrução na 2ª Vara da Justiça Federal, ainda sem decisão final.

Tanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) quanto a CCR ViaSul afirmam que intensificaram o policiamento na região e realizaram adaptações após o incidente.

Informações POA24h.