Estados optam por manter escolas cívico-militares e planejam expansão
Apesar do anúncio do encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) por parte do governo federal, diversos estados decidiram manter esse modelo nas escolas públicas locais. Até o momento, pelo menos cinco unidades da federação confirmaram que continuarão a adotar esse formato.
No estado de São Paulo, o mais populoso do país, o governador Tarcísio de Freitas informou através das redes sociais que pretende editar um decreto para estabelecer um programa próprio de escolas cívico-militares na região. O chefe do Executivo paulista planeja ampliar o número de unidades de ensino que adotam esse modelo.
Outro estado que anunciou a continuidade desse formato foi Minas Gerais, o segundo mais populoso do Brasil. Por meio de sua conta no Twitter, o governador Romeu Zema afirmou que as escolas cívico-militares continuarão a funcionar com a gestão compartilhada pelos bombeiros.
“A tradição, disciplina e prestígio de uma das instituições mais respeitadas do mundo agora se unem ao trabalho educacional dos mineiros. Aqui, a educação é sempre prioridade”, declarou Zema.
No Sudeste, um terceiro governador que manifestou a intenção de manter esse formato foi Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Segundo o governador, a ideia é manter as escolas existentes e expandi-las, seguindo uma decisão semelhante à anunciada por Tarcísio de Freitas em São Paulo.
“Nosso estado tem uma longa tradição na formação militar do país. É uma vocação! Temos 16 unidades no RJ que já trabalham com a gestão compartilhada com as forças armadas e militares do estado, atendendo aproximadamente 10 mil alunos”, escreveu Castro.
Na região Sul, Santa Catarina e Paraná também confirmaram a continuidade desse formato. Em Santa Catarina, o modelo será mantido nas nove escolas estaduais que já o adotavam, com financiamento proveniente dos recursos do estado. No Paraná, os doze colégios cívico-militares vinculados ao programa federal continuarão nesse formato, porém migrarão para a rede estadual.
O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi lançado em 2019 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O programa previa a instalação de 200 escolas nesse modelo até 2023, mas diferenciava-se um pouco das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas.
No modelo do Pecim, os militares atuariam como monitores de gestão educacional, estabelecendo normas de convivência e medidas disciplinares no âmbito escolar. As secretarias estaduais de Educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares, que seriam os mesmos das escolas civis.
Com informações de Pleno News.
