Acusados de matar o filho bebê são inocentados após dois anos na prisão em Passo Fundo

Júri aponta falhas médicas e absolve casal de Passo Fundo por morte de recém-nascido

Depois de dois anos separados e detidos em penitenciárias diferentes, um casal de Passo Fundo foi declarado inocente da acusação de matar o próprio filho, de apenas 44 dias. A decisão do júri, tomada em 21 de agosto no Fórum da cidade, levou em conta argumentos da defesa que apontaram falhas graves no atendimento hospitalar prestado ao bebê. O Ministério Público, que inicialmente denunciou os pais por homicídio qualificado, reconheceu a ausência de intenção de matar e pediu a desclassificação da acusação para homicídio culposo — o que acabou reforçando a tese de inocência acolhida pelos jurados, as informações são de GZH.

O pequeno Arthur Goulart dos Santos morreu após complicações de um engasgo ocorrido em casa no fim de maio de 2023. O pai relatou que tentou reanimá-lo enquanto aguardavam o atendimento do Samu, que teria demorado. Internado no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), o bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu dias depois. Exames indicaram lesões que levantaram suspeitas de agressão, dando início à investigação policial e resultando na prisão preventiva dos pais. Entretanto, durante o julgamento, a defesa apresentou inconsistências no prontuário médico e revelou que a criança ficou por cerca de 11 horas aguardando transferência para a UTI, já entubada, o que teria agravado o quadro de saúde.

A absolvição foi também marcada por reencontros emocionantes e um desejo de recomeço. A mãe, Tatiele Goulart Guimarães, não via os filhos de um relacionamento anterior há dois anos, e o reencontro ocorreu na própria sala do júri. Já o pai, Luan dos Santos, afirmou que logo no dia seguinte à sua libertação conseguiu um emprego, tentando retomar a vida interrompida. A defensora pública que representou a mãe classificou o desfecho como uma reparação essencial: “Foi muito gratificante demonstrar a inocência dela e também do padrasto, que era o pai biológico de Arthur.” O Hospital São Vicente de Paulo, citado pela defesa como responsável por falhas no atendimento, preferiu não se manifestar sobre o caso.

Triunfante

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