Após três dias internado em Brasília, Hungria confirmou oficialmente que sofreu intoxicação por metanol. O diagnóstico foi divulgado por sua equipe nesta terça-feira (7), com base em exames realizados pelo Laboratório Richet, da Rede D’Or. Segundo o laudo, foi detectada concentração de 0,54 mg/dL da substância no sangue, valor bem acima do limite considerado seguro, que é de 0,25 mg/dL. O rapper teria consumido bebida alcoólica adulterada, o que desencadeou sintomas como dor de cabeça intensa, vômitos e visão turva.

O caso gerou polêmica após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmar em entrevista que não havia detecção de metanol nos exames do artista. A assessoria de Hungria rebateu a declaração, alegando que o cantor e sua equipe sequer haviam recebido os resultados no momento da fala do ministro. Com a divulgação oficial do laudo, a versão da equipe foi confirmada, e o tratamento médico incluiu hemodiálise precoce e o uso de antídoto à base de etanol, protocolos indicados para casos de envenenamento pelo composto químico.

Segundo os profissionais que o acompanharam no Hospital DF Star, o cantor apresentou “excelente evolução clínica” e não há riscos à sua saúde. Mesmo assim, uma contraprova será realizada para confirmar definitivamente a exposição ao metanol. A rápida recuperação surpreendeu os médicos e permitiu que Hungria recebesse alta antes do previsto, após seguir rigorosamente as recomendações médicas.

Com o quadro estabilizado, o artista anunciou nas redes sociais sua volta à agenda de shows, interrompida durante a internação. Em comunicado publicado nos Stories do Instagram, a equipe informou que Hungria voltará aos palcos ainda esta semana, com apresentações marcadas para Jaboticabal (SP) e Arcos (MG). “A gente se encontra nos shows desta sexta e sábado”, afirmou o cantor, mostrando gratidão aos fãs pelo apoio durante o período de recuperação.