Lula prepara agenda internacional reduzida para 2026 com foco eleitoral

O governo Lula planeja uma agenda internacional significativamente mais curta para 2026. A decisão visa garantir a presença constante do presidente no país, uma necessidade estratégica para o ano eleitoral. A orientação interna é enxugar os deslocamentos ao exterior, mantendo apenas os compromissos considerados essenciais ou impossíveis de evitar, pois viagens longas sem retorno político imediato não são vistas como prioridade neste contexto.

Apesar da diretriz de redução, algumas viagens já estão confirmadas. A primeira é a visita de Estado à Índia, prevista para fevereiro, com o objetivo de buscar alternativas ao impacto do tarifaço americano e ampliar mercados. Em abril, o presidente deve viajar à Alemanha, onde o Brasil será o país homenageado na Feira de Hannover, considerada a maior exposição industrial do mundo. Outros compromissos, como o G7 na França e a Cúpula do Mercosul no Paraguai, ainda dependem de confirmação. A participação na Assembleia Geral da ONU, em setembro, é incerta, pois Lula optou por não comparecer em 2010, quando concorria à sucessão.

O governo também considera incluir encontros que possam gerar forte impacto no debate interno, como uma eventual reunião com Donald Trump, caso isso resulte em ganhos concretos nas negociações sobre tarifas ou sanções. Viagens a países com pouco peso imediato no contexto brasileiro devem ser evitadas. No pós-eleição, independentemente do resultado, a reunião do G20 na Flórida e a COP31 na Turquia são tratados como compromissos obrigatórios, mas só ocorrerão após a disputa eleitoral.

Bés

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