Colisão fatal na BR-116: sete dias após tragédia, investigação segue parada

Falta de laudos trava apuração de acidente que matou 11 pessoas em Pelotas; velocidade excessiva é uma das hipóteses

A tragédia que deixou 11 mortos e 12 feridos na BR-116, em Pelotas, completa uma semana sem que a investigação tenha avançado de forma significativa. A colisão frontal entre um ônibus intermunicipal e uma carreta, ocorrida no dia 2 de janeiro, ainda está sendo tratada como homicídio culposo, mas os laudos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Instituto-Geral de Perícias (IGP), essenciais para o andamento do inquérito, ainda não foram entregues à Polícia Civil. De acordo com o delegado responsável, César Nogueira, o inquérito está em aberto e depende exclusivamente da entrega dos documentos técnicos para que novas etapas da investigação ocorram.

Entre as suspeitas analisadas, a velocidade acima do permitido tem ganhado destaque. Conforme dados preliminares da PRF, o motorista da carreta — um jovem de 25 anos — estaria trafegando a mais de 70 km/h em um trecho com limite de 40 km/h. O veículo teria desviado da fila no sistema “pare e siga” e invadido a pista contrária, provocando o choque direto com o ônibus, que seguia no sentido oposto. A violência do impacto foi agravada pela queda da carga de areia transportada pela carreta sobre o coletivo, o que pode ter contribuído para o alto número de mortes, todas registradas entre os passageiros do ônibus.

O acidente ocorreu em uma área duplicada da rodovia, mas que operava em pista simples devido a obras na ponte do arroio Corrientes. A concessionária Ecovias Sul afirmou que o local estava devidamente sinalizado. Entre as vítimas fatais estavam o motorista, o cobrador e passageiros de diversas cidades da região Sul, além de uma passageira natural do Pará. Dos feridos, apenas uma mulher de 31 anos permanece internada na UTI, sem informações atualizadas sobre seu estado de saúde. A Polícia Civil aguarda a chegada dos laudos para convocar sobreviventes e testemunhas, na tentativa de esclarecer com precisão a dinâmica da colisão e eventuais responsabilidades criminais.

Com informações da Acústica FM.

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