Lula critica proposta de Trump para Conselho de Paz e alerta sobre nova ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, 23 de janeiro, que a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um Conselho de Paz, mascara o desejo de estabelecer uma “nova ONU” sob controle unilateral. Durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, Lula criticou a tentativa de substituir o multilateralismo pela “lei do mais forte”. O brasileiro foi convidado por Trump para compor o conselho que supervisionaria a administração de Gaza, mas demonstrou resistência à iniciativa, reforçando a necessidade de reformar a atual Organização das Nações Unidas com a inclusão de novos membros permanentes no Conselho de Segurança.

Lula revelou estar em contato direto com líderes da China, Rússia, Índia e México para articular uma frente em defesa da soberania das nações e contra a intolerância armada. O presidente brasileiro manifestou profunda indignação com a recente intervenção militar na Venezuela, que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores por tropas americanas. “Não consigo acreditar. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país?”, questionou o mandatário, reiterando que o Brasil não aceitará o retorno a uma condição colonial e que a América do Sul deve permanecer como um território de paz.

O encerramento do evento marcou os 42 anos do MST e reuniu mais de 3 mil trabalhadores rurais para debater reforma agrária e soberania alimentar. Ao final, o movimento entregou uma carta ao presidente repudiando o imperialismo no continente e alertando que as recentes invasões visam o saque de recursos naturais, como petróleo e minérios. Lula reafirmou seu compromisso com a democracia e o diálogo, declarando que prefere o “poder do convencimento” ao uso de armas, e concluiu seu discurso enfatizando que o mundo não deseja o retorno da Guerra Fria nem a manutenção de conflitos como o de Gaza.

Rastrek

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