Mistério sem fim: desaparecimento de gerente bancário intriga o Vale do Taquari há mais de seis anos

Últimos registros mostram rotina comum após pescaria; investigações foram arquivadas sem respostas definitivas
Mais de seis anos após o sumiço de Jacir Potrich, o caso segue sem qualquer explicação oficial e continua a desafiar autoridades e familiares no Vale do Taquari. Gerente do Sicredi por cerca de duas décadas, o bancário desapareceu em 13 de novembro de 2018, aos 55 anos, no condomínio fechado onde morava em Anta Gorda. Mesmo após extensas investigações, nenhum vestígio de seu paradeiro foi encontrado.
As imagens de câmeras de segurança registraram Jacir chegando em casa no início da noite, após uma pescaria. Ele foi visto limpando os peixes, guardando-os na geladeira e, em seguida, caminhando em direção ao quiosque da piscina, área comum do residencial. Esse foi o último registro do bancário. A família estranhou o fato de utensílios terem sido deixados sujos, algo incomum em sua rotina. Na manhã seguinte, ao não atender ligações, o desaparecimento foi confirmado.
As buscas mobilizaram Polícia Civil, voluntários e familiares, com varreduras em matas, áreas rurais e até o esvaziamento de um açude. Apesar da oferta de R$ 50 mil em recompensa, nenhuma informação levou a uma resposta concreta. O caso chegou a gerar denúncia por homicídio e ocultação de cadáver, mas o processo foi arquivado em 2020, após decisões do TJRS e do STJ apontarem falta de provas materiais e ausência de corpo. Até hoje, Jacir Potrich não foi encontrado, permanecendo como um dos maiores enigmas não solucionados do Rio Grande do Sul.




