Ministério Público avalia exumação do cão Orelha em Florianópolis

Promotoria identifica inconsistências em inquérito sobre morte de animal e solicita novas diligências complementares

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) avalia solicitar a exumação do corpo do cão Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, após promotorias de justiça identificarem lacunas e inconsistências no inquérito policial. O objetivo é realizar uma análise técnica mais profunda para esclarecer a dinâmica dos fatos e sanar dúvidas que surgiram durante a revisão dos autos.

As investigações apontam falhas no boletim de ocorrência, especialmente sobre a participação de adolescentes no crime, trecho que tramita sob sigilo conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, o MPSC apura suspeitas de coação no curso do processo e ameaças que teriam sido feitas por familiares dos investigados contra testemunhas, incluindo o porteiro de um condomínio local.

O inquérito, finalizado na última semana pela Polícia Civil, já havia pedido a internação de um adolescente e o indiciamento de três adultos. Contudo, o MPSC considera que novas medidas técnicas são fundamentais antes do oferecimento da denúncia. A requisição das diligências complementares deve ser formalizada nos próximos dias para garantir a precisão jurídica do caso.

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