Polilaminina devolve movimentos a mais de 20 pacientes paralisados no Brasil

Tratamento experimental aprovado na fase 1 pela Anvisa mostra resultados animadores e alerta para golpes nas redes sociais
A esperança cresce a cada novo relato. O tratamento experimental com polilaminina já apresentou resultados positivos em mais de 20 pacientes que estavam paralisados e conseguiram recuperar movimentos, em diferentes regiões do Brasil.
A informação foi divulgada por Mitter Mayer, coordenador do grupo de trabalho da polilaminina no Espírito Santo, sob supervisão da Dra. Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ responsável pela descoberta do tratamento, que já teve a fase 1 de testes aprovada pela Anvisa.
Segundo Mitter, há desinformação circulando nas redes. “Muitas páginas dizem que seis pacientes voltaram a se mexer. Não são apenas seis. Esses foram do estudo clínico acadêmico. No uso compassivo, com autorização judicial, já passamos de 20 pacientes, e a maioria apresentou resultados”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.
Alerta contra golpes
Mitter também fez um alerta importante sobre tentativas de fraude envolvendo o nome da pesquisadora. De acordo com ele, a Dra. Tatiana Sampaio não possui redes sociais.
“Estão surgindo diversos perfis usando o nome da doutora Tatiana. Ela não tem redes sociais. Cuidado com golpes. Há pessoas tentando se aproveitar da fragilidade das famílias para aplicar fraudes”, reforçou.
Ele destacou ainda que o único caminho oficial para acesso à polilaminina é por meio do laboratório Cristália, parceiro da pesquisadora e responsável exclusivo pela produção do medicamento. Atualmente, o tratamento não está à venda, pois ainda não foi liberado pela Anvisa.
O acesso ocorre apenas mediante autorização judicial, no chamado uso compassivo, destinado a pacientes com lesão completa dentro de até 90 dias da chamada janela terapêutica ideal.
Foco total na pesquisa
Segundo Mitter, a ausência da Dra. Tatiana nas redes sociais se deve à dedicação integral ao desenvolvimento científico do tratamento.
“A doutora Tatiana está conduzindo outras pesquisas para dar mais segurança aos casos crônicos e avançar nos resultados. É fundamental que ela permaneça focada no laboratório e no desenvolvimento da polilaminina”, concluiu.
O tratamento segue em fase experimental, mas os relatos de pacientes que voltaram a se movimentar reforçam a expectativa de que a polilaminina possa representar um avanço significativo na recuperação de pessoas com paralisia.





