Caso Orelha: MP recebe novas diligências, mas aguarda vídeos para avançar
Promotorias analisam material complementar da Polícia Civil enquanto esperam envio de imagens consideradas essenciais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) confirmou ter recebido as novas diligências realizadas pela Polícia Civil no caso da morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. A 2ª Promotoria de Justiça, da área criminal, já iniciou a análise do material encaminhado. Já a 10ª Promotoria, responsável pela área da infância e juventude, informou que ainda aguarda o envio de vídeos apontados como fundamentais para a continuidade da apuração.
O inquérito havia sido concluído no início de fevereiro, com a indicação de um adolescente como responsável pelo ato e pedido de internação. Posteriormente, o MP solicitou 35 novas diligências, incluindo a exumação do animal, além de esclarecimentos sobre possíveis omissões, contradições em depoimentos e a identificação de pessoas que aparecem em registros analisados. A Justiça autorizou as medidas, e, na última sexta-feira (20), a Polícia Civil informou ter finalizado os pedidos e realizado ainda outros 26 atos investigativos, somando 61 diligências complementares. Segundo a corporação, os novos elementos reforçam as conclusões já apresentadas.
Orelha, também conhecido como Preto, vivia há cerca de uma década na comunidade e era cuidado por moradores. Ele foi encontrado gravemente ferido no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. A investigação chegou a envolver oito adolescentes ao longo do processo. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade dos jovens não é divulgada.





