RS rompe contrato de bloqueadores de celular em presídios e prepara nova licitação
Governo afirma que perdeu confiança na execução do projeto, que previa investimento de R$ 31,5 milhões
O governo do Rio Grande do Sul oficializou a rescisão do contrato com a empresa responsável pela instalação de bloqueadores de sinal de celular em presídios, alegando falhas na execução e irregularidades atribuídas à contratada. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e, segundo o Executivo, a medida reflete a perda de confiança na condução do projeto de segurança nas unidades prisionais.
Firmado em março de 2024, o acordo previa a implementação do sistema em mais de 20 estabelecimentos prisionais, com investimento estimado em R$ 31,5 milhões. Apesar do valor previsto, o Estado informou que nenhum pagamento foi realizado até a formalização do cancelamento. A empresa IMC Tecnologia em Segurança LTDA declarou que apresentará defesa técnica e jurídica, sustentando que parte da estrutura já estava instalada e aguardava apenas a etapa final de testes operacionais.
Para a Polícia Penal, o bloqueio de sinal é considerado estratégico no combate a crimes coordenados de dentro das penitenciárias. Dados do órgão indicam que mais de 38 mil celulares foram apreendidos no sistema prisional gaúcho entre 2023 e 2025, evidenciando o desafio enfrentado pelas autoridades para impedir comunicações ilegais no interior das unidades.
