O preço dos combustíveis registrou uma forte alta no Rio Grande do Sul, com o diesel S-10 chegando a R$ 7,15 e o S-500 atingindo R$ 7,05 em postos a caminho da fronteira. O aumento ocorre em um momento crítico para a economia gaúcha, coincidindo com o pico da colheita da soja, período de maior consumo do insumo no Estado. Em nota oficial, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) manifestou profunda preocupação com o impacto dos custos operacionais no campo.

A disparada nos preços e a ameaça de escassez são atribuídas à instabilidade internacional causada pela guerra no Irã, que afeta o mercado global de petróleo. Apesar das reservas do pré-sal, o Brasil ainda enfrenta dificuldades de abastecimento devido à incapacidade das refinarias nacionais em processar todo o volume necessário, mantendo o país dependente da importação de combustível refinado. O cenário de incerteza tem levado consumidores a buscarem estoques preventivos, o que agrava a baixa disponibilidade do produto nas bombas.

A situação de desequilíbrio entre oferta e demanda coloca em xeque a tese da autossuficiência energética celebrada em anos anteriores. Autoridades e entidades do setor monitoram o fluxo de importações para evitar um desabastecimento generalizado nos postos gaúchos. Enquanto o mercado internacional segue volátil, o setor produtivo aguarda medidas que possam estabilizar os preços e garantir a continuidade das atividades logísticas e agrícolas no quarta-feira, 11 de março.