Familiares de Luciani Aparecida Estivalet Freitas confirmaram, nesta sexta-feira, 13 de março, que os restos mortais encontrados em Major Gercino pertencem à gaúcha desaparecida desde o início do mês. Segundo os relatos da família, a vítima teria sido dopada e morta no dia 4 de março, permanecendo escondida em uma geladeira antes de ser esquartejada e descartada em sacos de lixo às margens de um rio. O corpo foi localizado na última quarta-feira com a ausência de cabeça, braços e pés, sendo a identidade reforçada por exames de DNA e pela localização de pertences em uma pousada.

A investigação aponta que o carro de Luciani foi visto circulando em São João Batista na última quinta-feira, o que auxiliou na delimitação do perímetro das buscas. Até o momento, a família indica que ao menos cinco pessoas são suspeitas de envolvimento no crime, incluindo um homem, sua namorada, sua mãe, um irmão adolescente e a proprietária de um estabelecimento local. A Polícia Civil de Santa Catarina conduz as diligências para esclarecer a dinâmica completa do assassinato e confirmar a participação de cada indivíduo citado nos depoimentos.

O caso segue sob sigilo para que o reconhecimento oficial e a perícia técnica concluam o laudo genético necessário para o processo judicial. A mobilização nas redes sociais por parte dos parentes foi crucial para a identificação preliminar, enquanto as autoridades buscam localizar as partes remanescentes do corpo e consolidar as provas materiais contra os suspeitos. A brutalidade do crime chocou a comunidade local e reforçou o cerco policial na região do Vale do Rio Tijucas.