O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira, 13 de março, que a Polícia Militar realize a vigilância ininterrupta do ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília. A decisão estabelece a permanência de ao menos dois policiais na porta do quarto e suspende todas as visitas anteriormente autorizadas na unidade prisional, com exceção da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos. Além disso, o magistrado proibiu o ingresso de celulares e dispositivos eletrônicos no quarto ou na UTI, cabendo à polícia fiscalizar o cumprimento das restrições.

Bolsonaro foi internado após apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente de origem aspirativa. Segundo o boletim médico oficial, o ex-presidente manifestou febre alta, calafrios e falta de ar, o que exigiu sua transferência imediata da sala de Estado Maior, no 19º Batalhão da PM, para a unidade hospitalar privada. Ele está sendo tratado com antibióticos por via venosa e recebe suporte clínico não invasivo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta até o momento.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está custodiado desde janeiro na estrutura conhecida como “Papudinha”. Esta é a segunda vez que ele necessita de suporte hospitalar desde o início do cumprimento da sentença, tendo apresentado sintomas similares em setembro do ano passado. A nova determinação judicial de Moraes visa garantir a segurança do custodiado e o rigor das normas de detenção mesmo durante o período de tratamento médico emergencial.