A investigação sobre o assassinato da corretora Luciani Aparecida Estivalet, encontrada morta na Grande Florianópolis, revelou mensagens de texto que indicam sinais de desconfiança da vítima contra uma das suspeitas. Em registros de novembro de 2025, a corretora afirmou ao irmão que não confiaria mais na administradora do residencial onde morava, referindo-se a ela como uma decepção. A mulher mencionada foi presa na última quinta-feira, 12 de março, em Gravataí (RS), junto a um casal de vizinhos da vítima, todos suspeitos de envolvimento no crime.

A Polícia Civil trabalha com a linha de latrocínio, uma vez que o CPF da vítima foi utilizado para compras online após o seu desaparecimento, ocorrido entre os dias 4 e 5 de março. Itens pessoais de Luciani, como um notebook, foram encontrados escondidos em um apartamento vinculado à suspeita de 47 anos. O corpo da corretora, natural de Alegrete (RS), foi localizado esquartejado em um córrego na zona rural de Major Gercino na quarta-feira, 11 de março, após moradores alertarem as autoridades sobre os restos mortais.

Entre os detidos, um homem de 27 anos utilizava identidade falsa e já era foragido por outro crime de roubo seguido de morte no estado de São Paulo. A polícia acredita que Luciani foi morta dentro de seu próprio apartamento e que o corpo permaneceu no local por dois dias antes de ser transportado e descartado. Os investigadores seguem analisando a participação de cada envolvido e o uso de um adolescente de 14 anos para a retirada das mercadorias compradas de forma fraudulenta com os dados da corretora.