O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 16 de março, que considera que seria uma “honra” tomar o controle de Cuba. Em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, o líder norte-americano classificou a ilha como uma nação falida, destacando a escassez de recursos e o atual colapso econômico do país. Trump afirmou que, uma vez detendo o controle, teria autonomia para decidir entre a libertação ou a conquista do território, ressaltando que os EUA podem agir conforme seus interesses estratégicos na região.

A declaração ocorre em meio a uma crise energética severa em Cuba, que registrou uma interrupção total de eletricidade em seu Sistema Elétrico Nacional. O país enfrenta dificuldades extremas desde o início de 2026, devido a um bloqueio naval imposto por Washington que impede o abastecimento de combustível. Sem reservas próprias, a ilha dependia das exportações da Venezuela, que foram interrompidas após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, proibindo o aporte de petroleiros em portos cubanos.

Apesar do tom agressivo, Trump sinalizou a bordo do Air Force One que Washington e Havana mantêm conversações, indicando que um acordo ou “outras medidas” podem surgir em breve. O presidente enfatizou, no entanto, que a prioridade do governo americano é tratar do conflito com o Irã antes de definir o futuro das relações com Cuba. Enquanto isso, o regime cubano tenta implementar protocolos de restabelecimento de energia para mitigar o sexto grande apagão registrado no país em menos de dois anos.