A intensificação do conflito no Oriente Médio provocou um salto nos preços do petróleo, com o barril do Brent ultrapassando os 115 dólares, atingindo o maior nível em mais de uma semana. O movimento foi impulsionado por uma sequência de ataques envolvendo importantes estruturas energéticas da região, o que também refletiu na alta do gás natural, que avançou cerca de 4% nas primeiras horas do dia.

A crise ganhou força após o Irã lançar ofensivas contra instalações no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de atingir refinarias no Kuwait com drones, causando incêndios. As ações foram uma resposta ao ataque israelense ao campo de gás de South Pars, considerado o maior do mundo e compartilhado entre Irã e Catar. Em meio à tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que nem os EUA nem o Catar tiveram მონაწილეობ na ação inicial, acrescentando que Israel não deve voltar a atacar o local.

Diante da escalada, representantes de 12 países árabes e islâmicos se reuniram na Arábia Saudita e condenaram os ataques, defendendo a interrupção imediata das ofensivas. Em comunicado conjunto, os governos criticaram o uso de mísseis e drones contra áreas civis e infraestrutura estratégica, além de cobrarem respeito ao direito internacional. O encontro reuniu nações como Egito, Turquia, Paquistão e Emirados Árabes Unidos, refletindo a crescente preocupação com os impactos da crise na segurança e na economia global.