Manifestação foi enviada após determinação do ministro Alexandre de Moraes para esclarecimentos sobre possível descumprimento de regras da prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não teve conhecimento prévio da gravação feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A manifestação foi protocolada na segunda-feira, 30 de março, após o ministro Alexandre de Moraes conceder prazo de 24 horas para esclarecimentos sobre o suposto acesso ao vídeo durante o cumprimento de prisão domiciliar.

O pedido ocorreu depois que Eduardo Bolsonaro declarou, em publicação nas redes sociais, que enviaria ao pai a gravação de sua participação em um evento de políticos de direita realizado nos Estados Unidos.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária e está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente.

Os advogados afirmaram ao STF que o ex-presidente não participou do episódio, que teria sido realizado por um terceiro, e reforçaram que ele cumpre integralmente todas as determinações impostas pela Justiça, incluindo as restrições relacionadas ao uso de redes sociais e comunicação com terceiros.

Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar temporária por 90 dias, período necessário para a recuperação do ex-presidente após um quadro de broncopneumonia.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado, e segue cumprindo as medidas judiciais estabelecidas.

Fonte: Agência Brasil