Governo federal estuda permitir que brasileiros unifiquem dívidas para renegociar com bancos
O governo federal está estudando criar um programa que permita aos brasileiros unificar todas as dívidas em atraso para renegociar diretamente com os bancos, com condições mais favoráveis de pagamento.
A proposta foi discutida na manhã de terça-feira, 7 de abril, no Palácio do Planalto, em reunião entre ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que demonstrou preocupação com o aumento do endividamento das famílias brasileiras.
A ideia principal é reduzir as taxas de juros de forma abrangente, tornando o valor total das dívidas mais fácil de ser quitado. O modelo ainda está em análise e não há previsão de anúncio imediato, indicando que o plano segue em fase de estudos.
Segundo informações preliminares, as renegociações poderão incluir descontos de até 80% do valor devido, dependendo de cada situação. O foco inicial será nas dívidas em atraso nos últimos 12 meses, mas também existe a possibilidade de incluir créditos que ainda estejam em dia, especialmente quando o nível de endividamento estiver elevado em relação à renda.
Outro ponto em discussão é a participação do governo como garantidor das operações, assumindo parte do risco caso o pagamento não seja cumprido após a renegociação.
A expectativa é que o programa seja beneficiado por uma possível redução da taxa básica de juros (Selic) ao longo de 2026, atualmente em 14,75% ao ano, o que poderia facilitar novas condições de crédito para a população.
Informações O Sul.
