Justiça prorroga prisão de suspeitos pela morte de corretora gaúcha em Florianópolis e corpo segue sem liberação
Investigação continua sob sigilo e aguarda laudos periciais que devem ser concluídos entre o fim de abril e meados de maio
A Justiça prorrogou a prisão temporária de três suspeitos de envolvimento na morte da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, em um caso ocorrido no Norte da Ilha, em Florianópolis, que segue sob sigilo.
Os investigados estão presos desde quarta-feira, 12 de março, e quinta-feira, 13 de março. Dois deles foram localizados em Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde permanecem detidos. A prorrogação da prisão ocorre enquanto a investigação busca esclarecer o papel de cada envolvido no crime.
Um dos pontos centrais apurados pela Polícia Civil é o uso do CPF da vítima após o desaparecimento. Compras teriam começado a ser realizadas na quinta-feira, 6 de março, com entregas feitas no Norte da Ilha. Parte das mercadorias foi retirada por um adolescente, que relatou que os produtos seriam destinados ao irmão, um dos suspeitos.
Outra linha de investigação envolve uma mulher presa em flagrante com diversos pertences da vítima. Em um apartamento ligado à pousada onde a corretora morava, foram encontradas malas com objetos pessoais e itens adquiridos após o desaparecimento.
O Ministério Público destaca que ainda é necessário detalhar a participação de cada investigado, etapa considerada essencial para definir se o caso será enquadrado como latrocínio ou homicídio com subtração de bens.
O corpo de Luciani foi localizado na terça-feira, 11 de março, no município de Major Gercino, às margens do Rio Tijucas. Dias depois, novas partes foram encontradas no mesmo local, aumentando a complexidade da investigação.
Até o momento, o corpo ainda não foi liberado para a família, pois a Polícia Científica realiza exames genéticos e toxicológicos, considerados fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte. Os laudos devem ser concluídos entre o fim de abril e meados de maio.
Paralelamente, a Polícia Civil também investiga possível ligação com a morte de um homem de 29 anos, encontrado nas proximidades da pousada onde a corretora residia, em dezembro de 2025.
Fonte: Agência Impacto
