Operação da Polícia Civil prende suspeitos de fraudes eletrônicas com uso de sites falsos e pagamentos via Pix
Ação realizada na terça-feira, 14 de abril, cumpriu mandados em quatro estados e investiga grupo envolvido em estelionatos com falsas inscrições e anúncios patrocinados nas redes sociais
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã de terça-feira, 14 de abril, a Operação Spectrum Pag, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um grupo suspeito de praticar estelionatos por meio de fraude eletrônica, utilizando sites falsos, anúncios patrocinados em redes sociais e recebimento de valores via Pix.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/Dercc), sob responsabilidade do delegado João Vitor Herédia.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Duas pessoas foram presas, sendo uma em São Paulo e outra em Santa Catarina, além da apreensão de equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no avanço das investigações.
As apurações começaram após o registro de ocorrências que apontavam a divulgação de falsas inscrições para alistamento militar emergencial e concursos públicos, especialmente do INSS, por meio de anúncios nas redes sociais. As vítimas eram levadas a acreditar que acessavam páginas oficiais e, ao final, realizavam pagamentos via Pix referentes a supostas taxas administrativas, exames ou emissão de documentos.
Segundo a investigação, o grupo utilizava um modo de operação estruturado, com técnicas de engenharia social e ferramentas digitais para dar aparência de legitimidade às fraudes. Entre os elementos identificados, estão domínios utilizados para hospedar páginas falsas que simulavam órgãos públicos e marcas conhecidas nacionalmente, como Wepink, Cacau Show, Pandora e Natura.
A Polícia Civil também identificou indícios de divisão de funções entre os envolvidos, incluindo responsáveis pela estrutura digital, recebimento dos valores, atendimento às vítimas e gerenciamento das plataformas de pagamento.
A operação tem como finalidade apreender dispositivos eletrônicos, documentos e mídias, preservar provas digitais e impedir a destruição ou ocultação de elementos relevantes à investigação. A ação busca ainda desmantelar estruturas organizadas voltadas à prática reiterada de fraudes eletrônicas e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
