Estado encerra foco de gripe aviária após 28 dias sem mortes de aves na Reserva Ecológica do Taim
Secretaria da Agricultura realizou ações de vigilância, fiscalização e educação sanitária para conter a doença na região Sul do Rio Grande do Sul
Após 28 dias sem registro de aves mortas, o governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), encerrou, na quinta-feira, 16 de abril, o foco de influenza aviária de alta patogenicidade, conhecida como gripe aviária, identificado em 28 de fevereiro, no município de Santa Vitória do Palmar.
Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Reserva Ecológica do Taim.
A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Durante o período de monitoramento, foram realizadas 95 ações de vigilância em propriedades rurais localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que possuem criações de aves de subsistência. Além disso, ocorreram 22 fiscalizações em granjas avícolas da região para verificar o cumprimento das medidas de biosseguridade.
As equipes também utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres, com o objetivo de identificar sinais clínicos da doença ou a presença de animais mortos. Paralelamente, foram desenvolvidas 143 atividades educativas junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e controle de endemias.
Mesmo com o encerramento do foco, o governo do Estado informou que o monitoramento continuará de forma permanente, devido ao risco constante na região. Segundo o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff, a vigilância seguirá sendo realizada em conjunto com o ICMBio.
A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa, que afeta principalmente aves, mas também pode atingir mamíferos e, em casos raros, seres humanos. As autoridades orientam que a população evite contato com animais doentes ou mortos e comunique imediatamente qualquer suspeita às autoridades sanitárias.
