Seis indiciados e milhares de provas: investigação sobre família desaparecida é concluída pela Polícia Civil
A investigação sobre o desaparecimento da família Aguiar, registrada em janeiro deste ano em Cachoeirinha, foi oficialmente encerrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e encaminhada ao Ministério Público. O inquérito, considerado um dos mais extensos já realizados no Estado, reúne mais de 20 mil páginas e cerca de 10 terabytes de dados, resultado de meses de apuração e análise de evidências. Apesar do envio do material às autoridades responsáveis pela denúncia, os agentes destacaram que as buscas pelas vítimas seguem ativas sempre que surgirem novas pistas.
Ao todo, seis pessoas foram formalmente indiciadas, incluindo o policial militar apontado como principal envolvido. Ele responde por uma série de crimes, entre eles feminicídio, duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. Segundo a polícia, familiares e conhecidos também teriam participado de ações posteriores ao crime, como manipulação de mensagens, remoção de objetos da residência da vítima e tentativa de ocultar provas. Um amigo próximo foi citado por colaborar na limpeza de vestígios e prestar depoimento falso.
O desaparecimento começou em 24 de janeiro, quando câmeras registraram a movimentação de um veículo suspeito na casa de Silvana, que não foi mais vista após aquela noite. No dia seguinte, seus pais, Isail e Dalmira, também desapareceram depois de procurarem ajuda. Investigadores afirmam que uma publicação nas redes sociais sobre um suposto acidente envolvendo Silvana foi falsa e teria sido usada para despistar familiares e autoridades. Desde o início, a principal linha investigativa sustenta a ocorrência de feminicídio seguido de duplo homicídio e ocultação dos corpos, hipótese apoiada por um amplo conjunto de provas reunidas ao longo do caso.
