O Pampa gaúcho celebrou, na sexta-feira, 24 de abril, o Dia Nacional do Churrasco e do Chimarrão, uma data que valoriza não apenas a gastronomia, mas também a identidade cultural, a convivência e as tradições do povo gaúcho.

Mais do que um alimento, o churrasco representa um verdadeiro ritual de convivência, carregado de simbolismo e história. No bioma Pampa, essa tradição começa ainda no campo, onde a criação de animais em áreas de pastagem natural contribui para a qualidade reconhecida da carne produzida na região.

Segundo o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, Alexandre Primo Alves, a diversidade de espécies presentes nos campos nativos é determinante para a qualidade da produção. A alimentação dos rebanhos, composta por diferentes gramíneas e leguminosas, garante uma dieta equilibrada e natural ao longo do ano, influenciando diretamente o sabor e a qualidade da carne.

O engenheiro agrônomo e produtor rural Atílio Ibargoyen, proprietário da Fazenda Paloma, em Santana do Livramento, destaca que o diferencial da carne do Pampa está na criação dos animais soltos em campo. Segundo ele, a alimentação natural resulta em uma carne com sabor marcante, maciez e qualidade sanitária, características valorizadas pelos consumidores.

Na região da Campanha, fortemente influenciada pelas tradições do Uruguai e da Argentina, o preparo do churrasco segue um ritual próprio. O uso da parrilla, do fogo de lenha e da salmoura são práticas tradicionais que ajudam a preservar a suculência da carne e reforçam a identidade cultural local.

O preparo exige tempo, técnica e dedicação. Conforme os especialistas, o processo pode levar de três a quatro horas, desde o acendimento do fogo até o momento de servir, sendo a paciência e o cuidado considerados elementos essenciais para um bom assado.

Nesse contexto, o churrasco ultrapassa o papel de alimento e se transforma em símbolo de união, reunindo familiares e amigos em torno do fogo. Celebrar o Dia Nacional do Churrasco e do Chimarrão, portanto, é reconhecer uma tradição que começa no campo, passa pelo manejo responsável e chega à mesa como expressão de um modo de vida típico do Rio Grande do Sul.

Fonte: Ascom Emater/RS-Ascar