OMS investiga surto de hantavírus após mortes em navio cruzeiro
Organização confirma óbitos a bordo do navio MV Hondius e alerta para gravidade da doença transmitida por roedores
A Organização Mundial da Saúde confirmou, nesta segunda-feira, 4 de maio, ao menos três mortes relacionadas a um possível surto de hantavírus no navio MV Hondius, que realizava a rota entre Argentina e Cabo Verde. Até o momento, um caso foi oficialmente confirmado e outros cinco seguem em investigação laboratorial. A doença é transmitida principalmente pela inalação de partículas de fezes, urina ou saliva de roedores contaminados, podendo causar quadros graves como a Síndrome Pulmonar por Hantavírus, que apresenta uma taxa de mortalidade de aproximadamente 38%.
No Brasil, a enfermidade é monitorada com rigor, tendo registrado 2.377 casos e 937 mortes entre os anos de 1993 e 2024, com maior incidência em áreas rurais. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares e cansaço, podendo evoluir rapidamente para insuficiência respiratória ou renal. Especialistas alertam que não existe um tratamento específico para o vírus; por isso, o atendimento médico é focado no suporte clínico e controle dos sintomas por meio de oxigenoterapia e cuidados intensivos.
A principal estratégia de prevenção consiste em evitar o contato direto com roedores e garantir a vedação de frestas em residências e estabelecimentos. As autoridades de saúde recomendam o uso de proteção individual ao limpar locais que possam estar contaminados. Enquanto o surto no Atlântico é monitorado, a investigação busca identificar a origem da contaminação a bordo da embarcação para conter a propagação do vírus e proteger passageiros e tripulantes.
