Governo do RS lança Telemedicina Pediátrica para orientar equipes de saúde em todo o Estado
Serviço integra o Programa Inverno Gaúcho com Saúde e reforça o atendimento remoto a profissionais que atuam em hospitais, UPAs, UTIs e enfermarias pediátricas
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES) e do Departamento de Regulação Estadual (DRE), colocou em funcionamento, na segunda-feira, 4 de maio, o serviço de Telemedicina Pediátrica. A iniciativa faz parte do Programa Inverno Gaúcho com Saúde, antecipado em 2026 para preparar a rede estadual diante do período de maior circulação de vírus respiratórios.
A equipe médica atua diretamente a partir do DRE, prestando orientação remota a profissionais de saúde em hospitais de menor porte, unidades de pronto atendimento e unidades de terapia intensiva. Durante o mês de abril, médicos e técnicos foram treinados para garantir um atendimento mais estruturado e qualificado.
Segundo a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, os profissionais do serviço têm a função de avaliar e revisar cadastros de crianças que aguardam leitos ou transferências no Estado, especialmente pacientes em UTIs neonatais, UTIs pediátricas e enfermarias.
“A partir dessa análise, o profissional entra em contato para orientar o manejo e inclusive auxiliar na escolha do medicamento mais adequado. A simples orientação, em muitos casos, é capaz de evitar uma transferência para hospitais mais distantes”, explicou Lisiane.
O primeiro serviço de telemedicina da SES foi implantado em 2022, na área da pediatria, durante os meses de inverno. Na época, médicos intensivistas pediátricos prestavam suporte remoto a equipes de emergência em hospitais sem UTI pediátrica, auxiliando no atendimento de crianças em estado crítico.
Em 2024 e 2025, o programa foi ampliado e passou a atender também equipes de UTIs neonatais e enfermarias pediátricas, fortalecendo a assistência especializada à distância.
O Programa Inverno Gaúcho com Saúde prevê ainda o reforço da estrutura hospitalar para enfrentar o aumento de internações por síndrome respiratória aguda grave no outono e no inverno. Estão previstas a ativação de 604 leitos estaduais, sendo 417 de suporte ventilatório e 187 de UTI. Também serão disponibilizados 1.277 leitos federais, dos quais 833 de suporte ventilatório e 444 de UTI.
Ao todo, serão mais de 1,8 mil novos leitos em hospitais de todo o Rio Grande do Sul. Conforme Lisiane, o Estado abrirá 70 leitos a mais com recursos próprios em relação a 2025. Já nos leitos de habilitação federal, o acréscimo será de 175 leitos de UTI e 505 de suporte ventilatório.
“Esse reforço é expressivo e irá estruturar uma rede mais robusta e mais preparada para atender a população”, destacou a secretária.
Os leitos financiados com recurso estadual receberão diária de R$ 2,3 mil. Já os leitos habilitados pelo governo federal terão complemento de R$ 300 feito pelo Estado, valor somado aos R$ 2 mil destinados pela União.
Na quarta-feira, 29 de abril, o governador Eduardo Leite decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho. A medida teve como objetivo viabilizar a solicitação ao Ministério da Saúde para habilitação de leitos de UTI adulto e pediátrico.
O decreto considerou indicadores epidemiológicos que apontam aumento significativo da circulação de vírus respiratórios, com impacto direto na demanda por serviços de saúde, principalmente na rede pediátrica, onde há crescimento das filas de espera em emergências.
Como parte das ações do programa, o governo estadual repassou em abril R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para fortalecer a Atenção Primária. Entre as medidas previstas estão a ampliação do horário de atendimento das unidades básicas de saúde, abertura nos fins de semana, contratação de profissionais, reforço de insumos, busca ativa de não vacinados e intensificação das estratégias de imunização.
O investimento também contempla ações de prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), incluindo vacinação de gestantes e imunização passiva com nirsevimabe, com prioridade para crianças prematuras e/ou com comorbidades.
Fonte: Ascom SES / Secom
