A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã de quarta-feira, 6 de maio, a Operação Troia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em furtos qualificados em apartamentos de alto padrão.

A ação foi realizada por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, sob coordenação do delegado Gustavo Silveira Pereira, com apoio da 4ª DISCCPAT do DEIC/SP.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo, visando à responsabilização dos investigados por um crime patrimonial ocorrido em Porto Alegre. Dois indivíduos foram presos preventivamente.

Foram apreendidos diversos bens de elevado valor, entre eles bolsas de grife, joias, relógios de luxo, dinheiro em espécie e uma arma de fogo pertencente a uma das vítimas, que havia sido subtraída durante a ação criminosa. Também foi localizado um veículo Mitsubishi ASX clonado, utilizado pelo grupo e com indícios de emprego em outros delitos patrimoniais.

A investigação teve origem em um furto qualificado ocorrido em 7 de março, em um apartamento no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Na ocasião, os criminosos subtraíram valores em moeda nacional e estrangeira, além de joias e bolsas de grife, causando expressivo prejuízo à vítima.

Conforme a Polícia Civil, o crime foi praticado mediante fraude sofisticada, com exploração indevida do sistema de segurança do condomínio. Uma das investigadas teria realizado contato prévio com a vítima para confirmar sua ausência e, posteriormente, ingressado no edifício utilizando cadastro facial fraudulento, vinculado indevidamente a um terceiro morador, após manipulação junto à empresa responsável pelo controle de acesso.

A Polícia Civil destacou a sofisticação do método utilizado pelo grupo, especialmente quanto ao uso indevido de sistemas digitais de controle de acesso, e reforçou a importância da adoção de protocolos rigorosos de segurança por condomínios residenciais e empresas do setor.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos, recuperar integralmente o patrimônio subtraído e apurar possíveis conexões com organizações criminosas atuantes em outros estados.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul.