Brasil registra primeira morte por hantavírus em 2026
Vítima de Minas Gerais apresentou sintomas após contato com roedor em área rural
O Brasil confirmou a sua primeira morte por hantavírus em 2026, registrada no estado de Minas Gerais. A vítima, um homem de 46 anos residente em Carmo do Paranaíba, faleceu no dia domingo, 8 de fevereiro, após ter tido contato direto com um roedor silvestre em uma lavoura de milho. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o caso é considerado isolado e sem relação com outros registros da doença ou surtos internacionais recentes.
Os sintomas do paciente tiveram início em 2 de fevereiro, evoluindo de dores de cabeça para febre, dores musculares e lombares. A confirmação laboratorial foi realizada pela Fundação Ezequiel Dias, que identificou a presença de sorologia IgM reagente para a infecção. A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas provenientes de excrementos (urina, fezes e saliva) de roedores infectados, podendo evoluir para síndromes cardiopulmonares graves.
Autoridades de saúde reforçaram que a morte em Minas Gerais não possui ligação com o surto registrado em um navio na costa africana e que o risco de disseminação global permanece baixo. No Brasil, não há circulação confirmada da variante Andes, que permite a transmissão entre humanos. Como medidas de prevenção, recomenda-se manter ambientes ventilados, evitar o acúmulo de entulhos e não varrer locais fechados a seco em áreas rurais para evitar a suspensão de partículas contaminadas.
