Um estudo do projeto ClimaRes WaSH, ligado à UFRGS, detectou a presença da superbactéria Acinetobacter baumannii em quatro locais da orla de Porto Alegre: Praia do Lami, Praia de Ipanema, foz do Arroio Dilúvio e proximidades da EBAP Menino Deus. No ponto próximo à estação, o microrganismo apresentou resistência a todos os antimicrobianos testados, ampliando a preocupação sobre a circulação de bactérias multirresistentes em ambientes urbanos.

A descoberta ganha relevância após o surto registrado na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, onde a mesma espécie bacteriana foi associada à morte de um bebê e ao fechamento da unidade. Para verificar se existe ligação entre as cepas encontradas no Guaíba e as de origem hospitalar, os pesquisadores devem iniciar o sequenciamento genômico, etapa que pode ajudar a entender como genes de resistência se espalham fora dos hospitais e alcançam corpos d’água.

Apesar do alerta, o Dmae informou que a água distribuída nas torneiras segue potável, já que o tratamento convencional elimina esse tipo de patógeno. O achado se refere à água bruta do manancial, antes do tratamento. Como medida de prevenção, a recomendação é evitar contato com a água em caso de ferimentos e acompanhar os boletins oficiais de balneabilidade antes de entrar no Guaíba.