Antônio Prado registra primeiro caso de hantavírus em 2026

Caso confirmado na zona rural do município é um dos dois primeiros do Rio Grande do Sul neste ano; Paulo Bento registrou o primeiro óbito pela doença no Estado

Antônio Prado, na Serra gaúcha, registrou um dos dois primeiros casos de hantavírus no Rio Grande do Sul em 2026. O outro caso foi identificado em Paulo Bento, no Norte gaúcho, onde uma pessoa teve o óbito confirmado em segunda-feira, 11 de maio.

O Ministério da Saúde não divulgou detalhes sobre o caso registrado na Serra gaúcha nem sobre o óbito ocorrido no Norte do Estado. Os dois casos têm em comum o fato de terem sido registrados na zona rural dos municípios.

O teste positivo para hantavírus em Antônio Prado foi confirmado em laboratório. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde do paciente.

Neste ano, a primeira morte pela doença no Brasil também foi registrada em segunda-feira, 11 de maio, no estado de Minas Gerais.

A hantavirose é uma doença transmitida por meio de urina, saliva, fezes ou mordida de roedores silvestres. No Brasil, ela ocorre na forma de síndrome cardiopulmonar por hantavírus.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náusea. A doença pode evoluir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e choque circulatório.

Existem vários tipos de hantavírus, e cada um está associado a uma única espécie de roedor. Os ratos urbanos, como ratazana, camundongo e rato de telhado, não são reservatórios dos tipos de hantavírus que ocorrem no Brasil.

No país, a doença é considerada endêmica pelo Ministério da Saúde, o que significa que o vírus circula de forma contínua em determinadas regiões, principalmente em áreas rurais.

Conforme o Governo do Estado, os principais fatores de risco incluem atividades agrícolas, domésticas ou de lazer que estejam, direta ou indiretamente, associadas à exposição a roedores silvestres, como limpeza de galpões, colheita, trilhas e pescarias.

Histórico de hantavirose no Rio Grande do Sul

2025: 8 casos

2024: 7 casos

2023: 6 casos

2022: 9 casos

2021: 3 casos

2020: 1 caso

Informações Rádio Solaris.

Eccos

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