Banco Central acelera recolhimento de notas antigas do real
Medida atinge cédulas da primeira família lançadas a partir de 1994, que serão substituídas gradualmente pelos bancos

O Banco Central está intensificando o recolhimento das cédulas de R$ 2 a R$ 100 pertencentes à primeira família do real, lançadas originalmente em 1994. A medida, detalhada neste domingo, 24 de maio, determina que os bancos comerciais retenham essas notas antigas assim que entrarem no sistema financeiro, impedindo que retornem ao mercado. O objetivo principal do órgão regulador é substituir as moedas físicas desgastadas por modelos da segunda família, impressos a partir de 2010, que possuem elementos de segurança modernos e melhor adaptação tecnológica para leitores mecânicos e caixas eletrônicos.
A autoridade monetária esclarece que a transição logística ocorrerá de forma gradual e que o dinheiro físico antigo continua válido. Desse modo, os cidadãos não precisam comparecer às agências bancárias para realizar a troca emergencial das cédulas. Não existe a estipulação de um prazo final para a circulação desses modelos antigos e nenhuma penalidade será aplicada a quem mantiver as notas da primeira família guardadas, permanecendo o comércio autorizado a recebê-las e transacioná-las normalmente na rotina diária de pagamentos.
A aceleração do recolhimento ocorre paralelamente a uma transformação estrutural na preferência do consumidor brasileiro, impulsionada pelo avanço das transações digitais. Dados de uma pesquisa oficial revelam que o Pix superou o dinheiro em espécie e consolidou-se como o meio de pagamento mais utilizado no território nacional. Atualmente, a ferramenta eletrônica desenvolvida pelo Banco Central é utilizada de maneira regular por 76,4% da população, despontando também como a forma de movimentação financeira mais frequente e habitual para 46% dos entrevistados no levantamento.






