Operação da PF desarticula núcleo financeiro do Comando Vermelho e prende integrantes em todo o país

Polícia Federal combate crimes cibernéticos e movimentação de recursos ilícitos usados para financiar armas de fogo e drogas; prisões ocorrem no Rio de Janeiro, Pará e Amazonas

A Polícia Federal deflagrou a Operação Guardião Digital, nesta terça-feira (terça-feira, 17 de março), em 17 unidades da Federação, para enfrentar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Em desdobramento, a Polícia Federal prendeu, neste fim de semana, vários integrantes do Comando Vermelho (CV) com atuação no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. Eles integram o núcleo responsável pela movimentação, ocultação e dissimulação de recursos ilícitos usados para financiar aquisição de armas de fogo de uso restrito e compra de drogas no exterior para abastecer a facção no Rio e em outros estados.

Entre os investigados, dois foram localizados no Suriname, em cooperação internacional, detidos pelas autoridades locais e deportados para o Brasil, onde foram presos em Belém (PA). Um deles, um homem, chegou a movimentar mais de R$ 150 milhões durante a investigação, atuando na região de fronteira e destinando os recursos à aquisição de armamentos e drogas. A outra investigada, uma mulher, é apontada como operadora logística e financeira, com deslocamentos ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações suspeitas.

Outras prisões foram registradas em território nacional: dois investigados, um no Rio de Janeiro e outro em Tabatinga (AM), com atuação como operador financeiro da facção e uso de contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e viabilizar pagamentos a fornecedores; a ação em Tabatinga envolve uma empresa usada no fluxo financeiro da organização na tríplice fronteira, especialmente em pagamentos ligados à logística transnacional de drogas e armas.

O Operação Rede Fox foi realizada em atuação conjunta com o Gaeco/MPF, resultando em quatro mandados de prisão preventiva contra investigados relevantes à engrenagem financeira da organização. A PF informou que a organização criminosa utilizava empresas de fachada, interpostas pessoas, depósitos fracionados, transferências via PIX, contas de passagem e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos para ocultar a origem dos valores e garantir o pagamento de fornecedores nacionais e estrangeiros.

A Justiça autorizou, ainda, o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores até quase R$ 500 milhões, com o objetivo de atingir a capacidade econômica da organização, impedir a dissipação patrimonial e interromper o financiamento das atividades ilícitas. As ações judiciais foram autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Fontes: PF; Autoridades divulgam detalhes das ações em Brasília e no Rio de Janeiro; Nota oficial da Polícia Federal sobre a operação.

Fonte: Agência Brasil

Bavaresco

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