Líder religioso é preso após denúncia de abuso sexual contra adolescentes em Santa Catarina
Homem de 65 anos é investigado por crimes que teriam ocorrido sob pretexto de trabalhos espirituais em São Francisco do Sul

Um líder religioso de 65 anos foi preso preventivamente em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O homem é investigado por abuso sexual contra vulnerável.
A solicitação foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca, em caráter de urgência, e aceita pela Justiça. Segundo o MPSC, a prisão tem como objetivo garantir a segurança das vítimas e evitar a possibilidade de novos crimes contra crianças e adolescentes.
De acordo com a investigação, o homem teria usado a condição de líder religioso para se aproximar de vítimas em situação de vulnerabilidade. O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a mãe de uma das possíveis vítimas procurar a polícia.
Conforme o Ministério Público, a mulher relatou que a filha teria sido vítima na casa do investigado, sob o pretexto de trabalhos espirituais. A apuração aponta que os crimes teriam ocorrido ao longo de 2020, em mais de uma ocasião.
Além da primeira vítima, outra adolescente também relatou ter sofrido abusos. A investigação segue para verificar se há outras possíveis vítimas.
A Justiça também autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do investigado. A medida busca localizar celulares, dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros objetos que possam conter elementos relacionados aos crimes investigados.
Caso materiais sejam apreendidos, a Promotoria de Justiça também solicitou a quebra de sigilo de dados.
O MPSC reforça que casos de abuso contra crianças e adolescentes devem ser denunciados à Promotoria de Justiça da cidade, à Ouvidoria do MPSC pelo telefone 127, ao Disque Direitos Humanos, pelo 100, ao Conselho Tutelar do município ou ao Ligue 181, canal da Polícia Civil.
Em caso de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Fonte: Visor Notícias / Ministério Público de Santa Catarina






