O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido para que Jair Bolsonaro recebesse os filhos neste domingo (9), Dia dos Pais. Segundo a decisão, a solicitação perdeu o objeto porque uma determinação anterior, de 17 de julho, suspendeu as visitas por 30 dias, mantendo apenas atendimentos médicos e fisioterapêuticos, contatos com advogados e visitas classificadas como permanentes.

Os filhos do ex-presidente possuem autorização permanente para encontros, mas essa permissão vale somente às quartas-feiras e aos sábados, dentro de três faixas de horário previamente estabelecidas, com duas horas de duração cada. A restrição foi adotada depois de um episódio em que uma carta atribuída a Bolsonaro foi lida publicamente por um de seus filhos, em meio à proibição de divulgação de manifestações político-eleitorais por intermédio de terceiros.

Bolsonaro está novamente em prisão domiciliar desde março de 2026, após passar por períodos de custódia em instalações da Polícia Federal e da chamada Papudinha. Em julho, Moraes manteve a medida por prazo indeterminado e estabeleceu que eventual descumprimento das condições impostas poderá levar ao retorno ao regime fechado. O ex-presidente havia sido condenado pelo STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão, e o processo transitou em julgado em novembro daquele ano.