Lula declara patrimônio de R$ 4,7 milhões ao TSE, valor 35% menor que em 2022
Presidente e candidato à reeleição apresentou redução patrimonial de cerca de R$ 2,7 milhões; principal diferença está nos valores aplicados em previdência privada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4,7 milhões ao registrar sua candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa uma redução de cerca de 35% em relação aos R$ 7,4 milhões declarados em 2022.
A principal diferença está nos valores relacionados à previdência privada. Em 2022, Lula havia informado possuir um plano VGBL no valor de aproximadamente R$ 5,5 milhões. Na declaração apresentada em 2026, constam dois planos que, juntos, somam cerca de R$ 3,3 milhões.
Também deixaram de aparecer na nova declaração itens classificados anteriormente como créditos decorrentes de empréstimo pessoal e valores referentes à devolução de recursos que haviam sido bloqueados por decisão judicial.
Entre os bens atualmente declarados pelo presidente estão imóveis em construção, 50% de um apartamento, sítio, terrenos em São Bernardo do Campo, veículo, investimentos, valores em conta corrente e participação na empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, fundada em 2011.
Além da declaração patrimonial, Lula apresentou ao TSE a foto oficial da candidatura e o plano de governo para uma eventual reeleição. O documento está dividido em 13 tópicos e reúne propostas para diferentes áreas da administração pública.
Entre as medidas previstas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública e o avanço na regulação de redes sociais e plataformas digitais.
De acordo com o programa, a criação da nova pasta dependeria da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. O ministério teria como objetivo coordenar, em conjunto com estados e municípios, as políticas nacionais de segurança no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
Na área digital, o plano propõe ampliar a chamada “regulação democrática” das plataformas, com medidas voltadas ao combate à desinformação, campanhas de ódio e outros conteúdos considerados prejudiciais ao ambiente democrático.
As eleições de 2026 representam a sétima disputa de Lula pela Presidência da República.
Fonte: Jornal O Sul, com informações da Folha de S.Paulo e CNN Brasil
